sábado, 13 de junho de 2009

ABERTURA DE UMA LOJA NO PRIMEIRO GRAU

ABERTURA DE UMA LOJA NO PRIMEIRO GRAU

Uma das características do Ritual maçônico que
mais surpreende aos homens pensadores e imaginativos
é que as frases tão simples e claras que quase parecem
familiares despertem como por magia, idéias na alma e a
aguilhoem para que busquem seu caminho às
apalpadelas entre as palavras, como se essas fossem
portas que conduzissem a outro mundo longínquo,
mundo espaçoso, cheio de maravilhas, mistério e
realidade.
Dissipou-se mais engenho em inventar
interpretações das sentenças pronunciadas na cerimônia
da abertura, do que em nenhuma outra parte do Ritual.
Estas perguntas e respostas produzem a impressão –
impressão que a familiarização contribui para tornar mais
profunda - de que se trata de grandes coisas em
preparação, de que se chama à existência poderosas
forças e que se vão revelando segredos ocultos e
empreendendo momentânea ação. Já a primeira frase: -
que consiste de sete palavras (coisa bastante notável) -
nos chama a atenção, imediatamente, como toque de
clarim que revela o esquema introdutório dos
fundamentos da Franco-Maçonaria. "Irmãos, uní-vos a
mim para abrir a Loja". Esta é a chamada do V\M\o
Chefe eleito e aceito, o representante do Altíssimo. Por
meio dela se afirma a Fraternidade, convida-se à
cooperação, anuncia que vai realizar-se um ato e que vai
se levar a cabo a Abertura de uma Loja, isto é, desse
corpo integral de que cada Ir\constitui uma parte.
Entre as diversas interpretações que se tem dado
à abertura da Loja, nos propomos que se eleja uma só; a
de "microcosmos" do homem individual ou maçom.
Trataremos de relacionar a cada Of\e Ir\com algum
elemento claramente definido da estrutura psicológica
humana, e de dar a cada frase da cerimônia de abertura,
uma significação apropriada à disciplina de cada poder é
faculdade do homem, a fim de que este possa prepararse
para empreender qualquer ação.
Se realizarmos o nosso propósito com finalidade,
não só veremos que existe uma relação fácil de descobrir
entre cada Of\da Loja, e os elementos que constituem a
natureza complexa do homem (que consta de corpo,
alma e espírito), senão que cada palavra da cerimônia
pode ser aplicada de maneira a que o maçom há de
encontrar-se em si mesmo, antes de levar a cabo uma
empresa e chamar suas forças à existência, para estar
em condições de realizar seu trabalho com são juízo,
com força inteligente e com a beleza de um hábil obreiro.
Tão perfeito é o sistema bosquejado que se pode
aplicar a todos os grandes e pequenos atos individuais,
por exemplo: ao governo de um reino ou à redação de
uma carta; para ajudar a amigo, ou para resolver um
problema, para dar uma conferência, ou sustentar uma
conversação, ou para formar um plano de trabalho a
realizar um dia, em uma hora ou em um momento.
Em algumas Lojas se observam certas cerimônias
preliminares, como a de entrar no Templo em procissão e
acender a luzes. Esta cerimônia significa nosso
afastamento das lutas do mundo externo, a situação de
cada faculdade em seu lugar adequado e a entrada de
uma atitude ou atmosfera espiritual, da qual exclui o ar
vulgar das ocupações mundanas. Elas nos recordam o
inesgotável depósito de poder espiritual do qual podemos
deduzir, se quisermos. Sabedoria infinita, Força
onipresente e Beleza que resplandece pelo Universo
inteiro.
Para poder fazer uma apresentação mais
completa de nossa tese, vemo-nos obrigados a recorrer à
Ciência psicológica do Oriente, porque esta é a analisa
mais completa e aperfeiçoadamente o caráter psicológico
de ser humano; embora a psicologia Ocidental vá se
aproximando rapidamente da antiga e primorosa
classificação Oriental, não está bastante definida para
servir... alheia a nosso propósito. E ... conhecer as
análises budistas e hinduístas ... usadas no Ocidente,
dando também os termos sânscritos em benefício dos
estudantes habituados a seu emprego. Podemos fazer o
seguinte quadro de nossas correspondências:

ABERTURA DE UMA LOJA
OFICIAIS ELEMENTOS PSICOLÓGICOS
OCIDENTAIS ORIENTAIS

V\ M\ Sabedoria Buddhi
1º Vig\ Força ou Vontade Átma
2º Vig\ Beleza ou Mente
Criadora Manas Superior
1º Diác\ Razão ou Inteligência Manas Inferior
2º Diác\ Desejo ou Sensação Kama
G\do T\ Vitalidade Física
(Cérebro)
Pranayama – Koza,
Linga Sharira, Duplo
Etérico.
Cobr\Ext\ Corpo Físico Sthula Zarira
P\M\I\
Sabedoria Madura,
experiência de atos
passados comvertida
em natureza.
Karama Zarira ou
Corpo Causal

Observe-se a principal diferença existente entre o
P\M\I\e os demais OOf\da Loja; ela consiste em que
o primeiro representa o atualizado, o realizado e
completo e os demais o que existe potencialmente. O
P\M\I\representa o que o homem fez e os demais
OOf\o que eles podem fazer. Passemos agora a
examinar cada uma das perguntas e respostas da
cerimônia de Abertura:
Vimos já, que as palavras de abertura
pronunciadas pelo V\M\, “IIr\, uní-vos a mim para
abrir a Loja”, constituem uma invocação do Mestre de
Sabedoria, a todos os poderes e faculdades que possui o
homem, para que o ajudem no trabalho que vai realizar.
Depois o Mestre volta-se para a Mente criadora,
projetadora ou geradora ou imaginadora de formas e de
linhas de conduta, e lhe pergunta: - “Qual é o primeiro
de vossos deveres em L\?” o qual responde àquela
que consiste em - ”assegurar-se de que o T\está a
coberto de profanos”. O M\instrui a Mente, para que
cumpra seu dever; a Mente transmite a ordem ao
Cérebro e este último, após certificar-se de que o Corpo
físico se "encontra no lugar que lhe corresponde",
manifesta que o T\está a coberto de profanos.
Poderiam escrever-se muitos volumes acerca do
trabalho da porta da Loja que se descreve como o
primeiro e constante dever de toda Loja pertencente à
Franco-Maçonaria. Um dos aspectos deste trabalho
consiste no segredo, porém deixemos isso de lado e
limitemo-nos à FUNÇÃO do Guarda Externo do Templo,
como representante do Corpo físico.
Enumeremos, para começar, os fatores externos
dos deveres do Porteiro:
1º. permanece na parte exterior da porta do
Templo;
2º. vai armado com uma e\d\;
3º. há de impedir a entrada de intrusos e
profanos;
4º. cuidará de que os Can\entrem convenientemente
preparados.
Representando o Porteiro, o Corpo físico, que é o
elemento mais exterior da personalidade, não cremos
que seja difícil compreender o motivo de sua
permanência fora do Templo, posto que, não se possa
permitir a entrada no recinto do Templo nada que
pertença à personalidade, nem.os apetites e desejos do
corpo. Tem se dito acertadamente que, assim como as
vestes exteriores e os chapéus devem ser retirados e,
deixados fora da Loja, assim também, deve cada Ir\
abandonar seus sentimentos pessoais à porta do
Templo.
Não devemos, porém, nos satisfazer unicamente,
com excluir do Templo as influências indesejáveis, já que
o Guarda externo é um Ir\M\M\e um Of\da Loja.
Ainda que pareça desterrado de seus IIr\que se
encontram no interior do T\, nenhuma L\está completa
se carece dele, uma vez que o primeiro dever de todo
G\I\do T\é procurar que ele se encontre em seu
posto. Sem ele não se pode abrir a L\e, se ele deixa de
cumprir o seu dever, o trabalho daquela perde sua
efetividade. O Porteiro não deve abandonar, nem por um
só instante, seu posto, há de estar sempre alerta e pronto
para ação. Jamais embainhará sua e\. Para manejar
esta com eficiência, deverá possuir qualidades genuínas:
vigilância, prontidão, força, habilidade, decisão
instantânea, valor e infatigabilidade.
Cremos que a significação de tudo isso é bem
evidente em nossa análise psicológica. Em todo o
trabalho que empreendermos, nosso primeiro dever
constituirá em vemos se possuímos as condições físicas
que a obra requer. As boas intenções, os elevados
propósitos e as nobres resoluções não têm utilidade
alguma, a menos que se possuam os meios materiais
para se poder efetivá-los. A pedra de toque da vida
aplicar-se-á sempre no plano físico. A M\não consiste
tão só em alta filosofia e exaltada ética, senão que, além
disso, é essencialmente prática. Os fundamentos
espirituais do Amor fraternal, da Caridade e da Verdade,
hão de ter suas contrapartes físicas no plano material.
O cuidado aplicado ao setor individual constitui um
aspecto importante do labor do Guarda externo do T\. A
deficiência da saúde do corpo pode ser, não só uma
influência indesejável, como, além disso, que a obra das
demais faculdades percam sua efetividade. A debilidade
corporal, a negligência, a preguiça, a lentidão, a covardia
e a falta de destreza, podem tornar ineficaz a vigilância
ou diminuir a eficiência da obra. Bem disse um grande
Instrutor oriental: “o primeiro passo que se há de dar no
caminho que conduz ao NIRVANA é o de possuir uma
perfeita saúde física”.
Assim, pois, o Porteiro (Corpo físico) fisicamente
considerado, representa a atividade física, a qual
depende em grande parte da saúde do corpo. Como o
Porteiro não deve intrometer-se, nem ser obstáculo, esta
função se cumpre melhor, quando goza de perfeita
saúde. O corpo, fiel servidor de seu dono - a Mente, atua
tanto mais perfeitamente quanto menos consciência de
sua existência tem o homem.
Porém, ainda temos de levar a coisa mais adiante
e considera que o Porteiro representa todos os aspectos
físicos de nossas empresas. Em toda a parte da obra, o
primeiro e constante cuidado deverá se concentrar nos
materiais e aplicações físicas. O artesão precisa de
materiais para seu comércio e de instrumentos de
trabalho, e não existe prova melhor de que o bom
trabalhador do que, a de ter em ordem seus instrumentos,
dos quais, o mais importante é seu próprio corpo.
Portanto, todo o verdadeiro M\deve providenciar
para que as ferramentas, sistemas, projetos e aparatos
físicos dos quais vá necessitar, sejam os mais perfeitos
possíveis e estejam bem cuidados. E só quando haja
cumprido estes requisitos, é quando estará em condições
de empregar suas faculdades, proveitosamente, na obra
maçônica que há de realizar.
Permita-se-nos que saiamos um pouco do tema
do Guarda externo do T\ou Porteiro externo, para dizer
que o dever imediato do V\M\é o de assegurar-se de
que todos os IIr\que se achem no T\sejam MM\, coisa
que se comprova imediatamente.
A aplicação psicológica disso é evidente. É necessário
que nos começos de toda empresa, provemos, nos
compenetremos e nos demos conta de quais sejam
nossos sentimentos, motivos e pensamentos, com o
objetivo de constatar se são dignos de quem é maçom,
se obedecem à reta lei do e\e se são puros e
imaculados os distintivos dos Franco-Maçons.
Depois o V\M\pergunta quais são os três OOf\
principais, como se chamasse à existência as forças que
lhe correspondem, e que são: a Vontade que procura, a
Força impulsionadora, a Mente que concebe os planos
de ação e a Sabedoria que guia. Estes três OOf\
ocupam cadeiras de presidência e representam os
princípios estáticos do homem, mananciais do poder e
não os veículos que transformam a energia em ação.
Para este último propósito, cada um deles tem um Of\
auxiliar que é móvel e dinâmico, tem liberdade para
mover-se pelo assoalho da L\e obedece aos mandatos
das Presidências: a Sabedoria dirige, a razão (1º Diác\);
a Verdade dá energia ao desejo (2º Diác\) e a Mente
estimula o cérebro (C\I\) à ação.
Voltando novamente a tratar do Porteiro e,
havendo já falado da primeira parte de seu dever, quiçá
nos seja proveitoso examinar a função que exerce
quando cuida de que os ”CCand\estejam convenientemente
preparados”. Ao mesmo tempo em que mantém
afastados os intrusos, há de conservar alertas as
avenidas dos sentidos, de tal forma que, as novas
impressões e o novo conhecimento ou experiência,
entrem, quando estejam “convenientemente preparados”.
Em relação a isto, é interessante saber que podemos
aplicar cada um dos detalhes da preparação do Cand\,
à maneira de como deveríamos receber os novos fatores
e considerações, depois de um detido exame e pô-los à
prova e aplicá-los ao trabalho maçônico.
Portanto, devemos despojá-los de toda a idéia de
lucro pessoal; devemos cegá-los, para que, em vez deles
nos dirigirem e nos torcerem, sejamos nos que o
façamos. Uma vez que separemos todas as traves e
obstáculos, devemos preparar-nos para aplicá-los, potentemente,
à ação. Com o coração puro, temos de nos
preparar a aplicá-los ao serviço dos que tenham
necessidade de simpatia ou ajuda, ainda que com o risco
de que nossos esforços encontrem como resposta, a
ingratidão, a hostilidade ou a incompreensão. Devemos
ansiar por oferecer tudo quanto possuímos, dobrando os
joelhos para reverenciar ou para fazer humildes serviços
e mantendo-nos todo o tempo, em contato com a Mãe
Terra, duro leito rochoso da ação prática; devemos nos
preparar para aplicar todo o nosso poder ao objetivo que
tenhamos em vista, desafiando todos os perigos, até
mesmo a morte.
O passo seguinte dado na cerimônia de Abertura,
em relação ao C\I\ou cérebro, consiste em descrever a
função do cérebro que é a vida do corpo, isto é, em
admitir princípios conhecidos e dispensar os que sejam
desnecessários, assim como em dar as boas vindas, com
as devidas precauções, a novas idéias e flamantes
conhecimentos. O Cobridor Interno vem a ser o servente
da mente (2º Vig\), segundo diz o Ritual; lição bastante
fácil de compreender, embora Sempre se possa aplicar
com facilidade. Nem todos os Maçons podem converter
seu cérebro em servo obediente à mente, porque, às
vezes, aquele se rebela contra esta, arrastando-a
consigo. Observe-se de passagem que, segundo o
sistema oriental, a Mente Superior governa o fluxo do
Prana ou Vitalidade, com que se quer dar a entender que
a direção da saúde corporal se radica na Mente, como
muitas escolas do pensamento proclamam atualmente
quiçá errando em algo.
Os deveres do 1º Diác\e do 2º Diác\que se
descrevem em suas respostas um pouco desconcertantes,
e que seja dito de passagem, não parece que se
cumprem nas cerimônias atuais, têm um alto interesse
psicológico. Cremos conveniente estudá-las juntas.
O 1º Diác\que representa o intelecto ativo e
raciocinador, a consciência normal em estado de vigília,
há de levar as mensagens e comunicações da Sabedoria
à Vontade. Esta última representada pelo 1º Vig\, é
quem procura a Força impulsionadora para a realização
da obra, energiza o seu servente ou mensageiro (2º
Diác\) ou o Desejo, que, por sua vez, transmite a ordem
ao 2º Vig\(ou a Mente Criadora), que é quem recebe os
planos de realização da empresa.
A manifestação que o 2º Diác\há de ver se
“cumpriram as ordens pontualmente”, refere-se ao fato
de que o Desejo é insistente e se mantém ativo -
poderíamos dizer quase agressivo - até que a Mente
tenha aceitado a ordem e formulado um plano para
executá-la.
Similarmente a Mente inferior, a Razão, representada
pelo 1º Diác\, “espera a volta do 2º Diác\”, isto é,
que a consciência normal vigílica permaneça em estado
de espera, na expectativa, até que o Desejo se satisfaça
e cesse sua atividade, ao haver alcançado o seu
propósito.
Uma vez definido desta torna os fatores inferiores,
dinâmicos ou ativos, verifica-se uma notável mudança na
fraseologia, pois o V\M\dirige-se aos elementos estáticos
superiores representados pelos VVig\e lhes pede
uma explicação raciocinada.
No Ritual descreve-se o lugar que ocupa o 2º
Vig\ou Mente Criadora, dizendo que assinala o Sol em
seu meridiano, ou seja, o ponto mais elevado que este
astro ocupa no céu. Isto parece indicar que o nível
superior de consciência a que pode chegar o homem no
primeiro grau, é o da Mente Superior. Mas ainda, a
Inteligência Suprema há de dirigir o homem, como o Sol
ao dia; e assim como os movimentos deste astro servem
para chamar os homens do trabalho ao descanso e viceversa,
do mesmo modo, a Inteligência Suprema determina
o momento em que os homens hão de atuar e
quando devem abandonar a ação, quando hão de trabalhar
e quando podem jogar. Só quando a Inteligência e
não o Desejo ou a Vontade dirige e governa, é quando se
tira proveito e prazer, isto é, e quando o homem pode
ser, ao mesmo tempo, eficiente e feliz.
E passando a tratar do 1º Vig\- a Vontade - que
representa o término do dia, o Sol poente, saiba-se que,
quando o V\M\- ou a Sabedoria, o Ego reinante da
consciência íntegra - ordena, a Vontade extrai da L\a
força motriz e desta forma dá fim à empresa. Porém isto
não se realiza senão quando, cada Ir\ ”tenha cumprido
seu dever”, ou seja, depois de haver exercitado
plenamente todas as faculdades e poderes e de haver
feito todo o possível.
E por último, o Ritual diz que o V\M\ou
Sabedoria representa o Sol nascente, o manancial da
Luz, a origem da consciência. Em cada um de nós existe
um M\, ainda que não tenhamos consciência disto; o
M\que é o Ego da consciência, o Governador e o
verdadeiro mandatário de nossas vidas e de nossas
ações. Este Ego supremo é quem abre a Loja e quem
nos põe a trabalhar "empregando e instruindo os IIr\na
Franco-Maçonaria", isto é, dirigindo e empregando
nossas faculdades no Ofício da vida.
O M\ou Sabedoria já chamou à existência a
todas as suas faculdades subordinadas e definiu a tarefa
que corresponde a cada uma delas; porém, antes de dar
começo aos trabalhos, a consciência se dirige ao
Supremo Arquiteto, para reconhecer que, unicamente
d’Ele é de onde procede toda a Sabedoria, toda a Força
e toda a Beleza. E por isto recita uma prece, pela qual
pede que a obra iniciada com método e ordem se
encaminhe harmoniosamente para sua pacífica conclusão.
Na conhecidíssima fórmula "todas as faculdades
apóiam esta prece e determinam que assim seja".
O M\declara agora aberta a L\em nome do
G\A\D\U\, dando a entender com isto, que todas as
suas faculdades e poderes estão alertas e prontos à
ação, presteza que se indica por meio do sinal que fazem
todos os IIr\ neste momento.
A descida do último P\M\ou do Orad\para
abertura do L\da L\(Bíblia) e a exposição especial do
e\e do c\significam que todo o conhecimento passado
e toda a experiência se transportam ao campo da ação,
para seu futuro emprego; que a Sabedoria acumulada
dos séculos, tal como se encontra escrita na Bíblia, está
depositada na L\e que os eternos símbolos do e\e do
c\se encontram ante nossos olhos para regular nossas
ações e, manter-nos dentro dos devidos limites para com
todos os homens. Também se nos recorda que, tudo
quanto somos e conhecemos procede unicamente de
Deus, única origem da luz e da vida, e que toda a ação
não é senão manifestada pelo Verbo de Deus.
Esta é uma interpretação simples e elementar da
abertura da L\dos Franco-Maçons no primeiro Grau, a
qual se verifica de tal forma que, sua majestade, sua
dignidade, sua invocação ao Supremo e o melhor que há
em cada um de nós, é seu estímulo para que tratemos de
divisar por detrás do externo véu das palavras e das
formas, esse secreto mundo interno de coisas, do qual
não são senão transitórios e fugazes efeitos, todos estes
elementos de nossa vida externa não se percam nem
desmereçam, apesar de que a cerimônia se repita
continuamente.
Em conclusão, resumamos brevemente a abertura
em termos da presente interpretação psicológica. Antes
de empreender uma obra, seja qual for a sua magnitude,
o maçom concentra suas forças e se coloca na devida
atitude e ambiente, recordando a infinita Beleza, Força e
Sabedoria, donde pode extrair, se quiser, os materiais
que necessite para integrar-se a si mesmo. Logo, aperfei31
çoa dentro do possível, todas as condições físicas
necessárias à empresa; examina e prova seus motivos
para ver se são puros e imaculados. Ao eliminar
cuidadosamente todas as influências indesejáveis e
indignas, abre a porta de sua natureza para dar entrada,
depois de detido exame, a todos os materiais ou
conhecimentos novos que lhe possam servir para realizar
a obra.
O Ego Supremo emite o seu mandato, o qual por
meio da consciência normal de vigília se transmite à
Vontade, a qual lhe dá seu impulso que, por sua vez, se
converte em urgente desejo; em continuação a Mente
imaginativa concebe um plano de Beleza que translada
ao cérebro e ao corpo para que o levem a cabo.
De maneira que todos esses atos são dirigidos
pela Vontade e seu impulso se deriva dela; porém,
emanam do Ego Supremo ou Sabedoria. No entanto, o
maçom deve sempre ter presente que tudo quanto ele e
procede unicamente de Deus, seu Senhor, porque, como
as Escrituras cristãs citadas no Ritual, dizem com palavras
que não se podem parafrasear sem destruir sua
beleza, em Deus radica a única inspiração. "Suas são a
primeira e a última palavra e o princípio e o fim de toda a
ação é com Deus, é a ação do mesmo Deus".