quinta-feira, 9 de julho de 2009

A FRANCO MAÇONARIA DE 1789 A 1898

A FRANCO MAÇONARIA DE 1789 A 1898
HISTÓRICO

Seguimos a história do Grande Oriente e do Rito Templário até 1789; continuemo-la
até nossos dias.
a) Grande Oriente – O Grande Oriente possui a tradição mais ou menos integral dos
três primeiros graus e após 1786, detém igualmente a tradição dos graus templários e de
outros graus formando a Maçonaria de perfeição com 25 graus, analisada a seguir. Um
grande colégio de ritos foi encarregado de conservar essa tradição que permitia realizar
os maçons saídos do Grande Oriente com os do resto do universo.
Em 1804, um acordo foi estabelecido, durante alguns meses, que concedia ao Grande
Oriente o poder de conferir os graus 31, 32, 33 por intermédio do Rito Escocês, do qual
falaremos adiante.
Mas sob pretexto de livrar a Franco-Maçonaria das superstições e dos erros do
passado, os membros do Grande Oriente, instigados pelos deputados das Lojas do
interior, cada qual mais ignorante do valor dos símbolos, transformaram ao gosto da
multidão eleitoral o legado que lhes tinham confiado e tornaram-se um centro de política
ativa, professando abertamente o materialismo e o ateísmo.
Em 1885, a transformação estendeu-se ao Colégio dos Ritos, ainda depositário de um
resto de tradição. O elo que unia a maior parte dos maçons franceses ao resto do
universo foi definitivamente rompido.
No momento em que tinha maior necessidade de estender sua influência ao exterior,
exercer uma vigilância efetiva na ação das potências estrangeiras no interior dos centros
maçônicos de outros países, a França estava excluída da comunidade maçônica
internacional por culpa do Grande Oriente. Por ocasião da Exposição Universal de
Chicago, quando o presidente do novo Conselho dos Ritos (o mais alto oficial do
Grande Oriente) apresentou-se à porta das Lojas americanas, foi colocado na rua como
um vulgar profano, como na realidade ele era, para os verdadeiros maçons.
Eis o teor de tão grave ato cometido em 1885:
“Por decreto promulgado em 9 de novembro de 1885, o Grande Oriente da França,
conforme decisão tomada em 31 de outubro último pela Assembléia Geral da Lojas
Simbólicas da Obediência, ordena a dissolução do Grande Colégio do Ritos e
encarrega o Conselho da Ordem de velar por sua reconstituição”.
O grande chanceler protestou da seguinte maneira, mas em vão:
“Vós me enviastes uma ampliação do decreto da Assembléia Geral das Lojas
Simbólicas, com data de 31 de outubro último (1885), pronunciando a dissolução do
Soberano Conselho dos Grandes Inspetores Gerais do Rito Escocês Antigo e Aceito,
que sob o título de Grande Colégio dos Ritos, constitui, no seio do Grande Oriente da
França, o Supremo Conselho para a França e Colônias Francesas”.
“Esta decisão, que sob pretexto de reorganização, derrubou todos os princípios e
todas as tradições da Franco-Maçonaria Universal, é absolutamente ilegal pela
incompetência de todos aqueles que a tomaram”.
FERDEUIL
(Grande Chanceler do Grande Conselho dos Ritos)
Todos os esforços possíveis foram feitos no Grande Oriente para ocultar aos irmãos
que entravam na Ordem a maneira pela qual os membros desse rito são julgados no
exterior e tomou-se o cuidado de dizer-lhes que não seriam recebidos em nenhuma parte
uma vez saídos da França ou de qualquer uma de suas colônias. As grandes palavras de
razão, superstição esmagada, princípios de liberdade, etc., substituem as tradições da
Maçonaria Universal. Esses grandes simplórios ficam ainda bem lisonjeados quando um
maçom de origem estrangeira vem, como visitante, verificar se a separação da França e
do resto do mundo ainda continua. Recebe-se o visitante com grandes honras, mas este,
retornando, esforçar-se-á em colocar na rua o venerável da loja francesa, se ousar
apresentar-se, por seu turno, a uma reunião em seu país.
Assim, o Grande Oriente está destinado a desaparecer, mesmo com sua prosperidade
aparente, se não retornar rapidamente a uma melhor compreensão dos interesses reais do
País.
Terminaremos esta exposição, citando algumas palavras de Albert Pike: "O Grande
Oriente da França esteve sempre nas mãos dos três "I": Ignorantes, Imbecis e
Intrigantes".